29/01/2010
O Crescimento Global da Força de Trabalho
Autora: Joyce Gioya
Por sorte, os CEOs do mundo não compartilham do clima de desconfiança entre os consumidores norteamericanos. Dos 1.100 executivos de 52 países pesquisados pela Pricewaterhouse Coopers (PwC) em sua 13ª pesquisa anual global com CEOs, quase 40% esperam aumentar seu quadro de pessoal em 2010. Apenas 25% esperam reduzir ainda mais os seus quadros atuais.
No Brasil, aproximadamente, 60% planejam aumentar o quadro de funcionários, enquanto que na região asiática e no Canadá, aproximadamente 50% dos CEOs estão prevendo fazer o mesmo. Apenas 39% dos CEOs norteamericanos esperam ampliar seus quadros; a maioria (quase dois terços) aumentarão, modestamente, suas equipes em 5% ou menos.
A estatística mais encorajadora é que, mundialmente, 81% dos CEOs estão confiantes quanto as perspectivas de 2010 e somente 18% permanecem pessimistas. Mais de 31% dos CEOs pesquisados reportaram um sentimento de muita confiança em suas perspectivas de curto prazo, um aumento de 10 pontos percentuais em relação à pesquisa de 2009.
Executivos de países em desenvolvimento foram mais otimistas que seus pares em países desenvolvidos. Apenas 80% dos pesquisados na América do Norte e na Europa Ocidental se mostraram otimistas em relação ao crescimento em 2010, contra 91% dos CEOs na América Latina e na China e 97% na Índia.
Entretanto, olhando para os três próximos anos, os resultados foram ainda mais expressivos: mais de 90% dos CEOs pesquisados estão confiantes quanto ao crescimento da economia, apresentando um pensamento bastante positivo sobre o futuro de suas empresas.
Apesar deste otimismo todo, muitos pesquisados ainda estão temerosos com relação à uma recessão global prolongada e à uma política regulatória mais intensa. De fato, mais de dois terços dos CEOs discordam da opinião de que os governos reduziram o peso das políticas regulatórias, enquanto que 65% concordam que a cooperação, entre empresas e governo, ajudará diminuir, com sucesso, os riscos provocados por uma política regulatória mais intensa.
Os dados apresentados pela ExecuNet em relação ao índice de recrtutamento, reforçam o estudo da PwC, ou seja há um sentimento de que haverá um significativo aumento do mercado de trabalho nos próximos seis meses.
Percepção é tudo! O nível de confiança está alto e vamos poder ver um aumento no recrutamento de pessoas a nível mundial. É bem verdade que, provavelmente, os Estados Unidos não vão liderar esta recuperação.
Queremos ressaltar nossa preocupação em relação ao Brasil, também, em função da matéria publicada no dia 14/02/10 na Folha de São Paulo, sobre o “apagão” de mão de obra especializada no Brasil (1.600.000 de vagas não preenchidas por falta de mão de obra qualificada).
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